Mercado de recebíveis entra em uma nova fase de integração e automação.
O mercado financeiro brasileiro passa por uma das maiores transformações de sua história no segmento de recebíveis. A combinação entre duplicata escritural e boleto dinâmico deve acelerar a digitalização das operações de crédito, cobrança e antecipação de recebíveis nos próximos anos. Com a evolução regulatória conduzida pelo Banco Central, o mercado caminha para um modelo mais integrado, automatizado e interoperável, reduzindo riscos operacionais e aumentando a eficiência das operações financeiras. A expectativa é que a implementação dessas estruturas modernize um mercado que movimenta cerca de R$ 11 trilhões por ano, tornando as operações mais seguras, eficientes e integradas.
O que é a duplicata escritural
A duplicata escritural transforma a duplicata em um ativo financeiro totalmente digital. Na prática, o título deixa de operar em papel ou em arquivos simples sem rastreabilidade e passa a ser registrado eletronicamente em infraestruturas autorizadas pelo Banco Central.
Entre os principais benefícios desse modelo estão:
- Maior segurança jurídica;
- Rastreabilidade das operações;
- Mais controle operacional;
- Validação da titularidade dos ativos;
- Transparência nas cessões de crédito.
Além disso, reduz um dos principais riscos do mercado de recebíveis: o chamado duplo penhor, quando o mesmo recebível é utilizado como garantia em operações diferentes.
O papel do boleto dinâmico
O boleto dinâmico surge como evolução operacional da cobrança vinculada à duplicata escritural. Nesse modelo, o boleto acompanha automaticamente a titularidade do recebível ao longo da operação. Isso significa que, caso a duplicata seja cedida para outra instituição financeira, o beneficiário do boleto é atualizado automaticamente no sistema, sem necessidade de reemissão manual.
O modelo também permite:
– Integração nativa com Pix
– QR Code no boleto
– Liquidação instantânea
– Atualização automática do beneficiário
– Redução de erros operacionais
A integração entre duplicata escritural, boleto dinâmico e registradoras inaugura uma nova fase do mercado de recebíveis, com mais segurança, interoperabilidade e automação para as operações financeiras.
A integração entre duplicata escritural, Pix e registradoras
A transformação do mercado depende da integração entre instituições financeiras, registradoras e sistemas de pagamento. Nesse cenário, a interoperabilidade deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser um requisito operacional para garantir eficiência, segurança e conformidade regulatória com:
- B3
– Núclea
– CERC
Além da integração regulatória, cresce também a necessidade de automação da esteira operacional, consulta de agenda de recebíveis, validação de lastro e monitoramento em tempo real.
O que muda para instituições financeiras
A nova estrutura deve impactar diretamente bancos, fintechs, FIDCs e instituições que operam antecipação de recebíveis. Entre os principais impactos esperados estão:
- Mais segurança operacional
– Redução de processos manuais
– Escalabilidade operacional
– Integração com pagamentos instantâneos
Com a obrigatoriedade prevista para começar em 2027, instituições financeiras precisarão acelerar a adaptação tecnológica das operações de recebíveis e integração com registradoras.
Como a Função apoia operações de crédito
A Função desenvolve soluções preparadas para a nova infraestrutura do mercado de crédito digital. Integrada às principais registradoras do país — B3, Núclea e CERC —, sua plataforma apoia instituições financeiras na automação operacional, validação de lastro, monitoramento de risco sacado e gestão integrada de recebíveis. Com a evolução da duplicata escritural e do boleto dinâmico, contar com uma infraestrutura robusta, interoperável e preparada para acompanhar as mudanças regulatórias torna-se um diferencial estratégico para garantir escala, segurança e eficiência operacional.
Fonte:
Finsiders
Material Estratégico para SDRs | Função Sistemas