outubro 1, 2026

FIDCs ganham espaço e Duplicata Escritural amplia a importância da gestão do lastro​

O mercado de crédito digital brasileiro continua crescendo, mas a forma de financiar essa expansão também está mudando.​

Segundo a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2026, realizada pela PwC Brasil e pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), as fintechs participantes concederam R$ 53,8 bilhões em crédito em 2025, alta de 51% em relação ao ano anterior.​

Em um cenário marcado por juros elevados e maior custo de captação, uma​

questão ganha ainda mais relevância: de onde vêm os recursos para sustentar esse crescimento?​

Entre as respostas, um instrumento se destacou em 2025: os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).​

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FIDCs avançam entre as fontes de captação​

De acordo com a pesquisa, o uso de FIDCs entre as fintechs participantes passou de 15% para 25% em 2025, um crescimento relativo de aproximadamente 67%.​

Foi a maior alta entre as fontes de captação analisadas.​

O movimento chama ainda mais atenção quando comparado a outros instrumentos. O uso de debêntures recuou de 19% para 17%, enquanto o capital próprio passou de 46% para 51%, alcançando o maior percentual da série histórica.​

E a tendência apontada pelas empresas é de continuidade: 65% das fintechs pesquisadas consideram o FIDC uma fonte prioritária de captação para 2026.​

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Por que os FIDCs ganham relevância?​

Uma das características dos FIDCs é a possibilidade de estruturar diferentes camadas de risco e retorno.​

Por meio de cotas seniores, mezanino e subordinadas, além de mecanismos como critérios de elegibilidade, limites de concentração e gatilhos de performance, é possível construir estruturas adequadas a diferentes estratégias.​

Isso torna o instrumento uma alternativa relevante de funding para empresas e, ao mesmo tempo, uma possibilidade de diversificação para investidores.​

Nesse cenário de expansão, outra transformação do mercado de crédito passa a ter relação direta com a discussão: a Duplicata Escritural. ​

O que a Duplicata Escritural muda nessa dinâmica?​

A Duplicata Escritural está entre os temas apontados pela ABCD como relevantes para o crédito digital em 2026.​

Sua adoção cria uma infraestrutura mais formal e eletrônica para esses ativos, ampliando a disponibilidade e a organização das informações relacionadas aos recebíveis.​

Para os FIDCs, isso pode significar trabalhar com ativos mais rastreáveis, padronizados e verificáveis.​

Informações sobre a origem do crédito, o cedente, o sacado, a operação comercial que deu origem ao recebível e eventuais registros, ônus ou restrições passam a fazer parte de uma infraestrutura mais estruturada.​

Na prática, essa mudança pode apoiar etapas importantes da gestão, como originação, validação do lastro, monitoramento das carteiras e prestação de contas aos investidores.​

Mais rastreabilidade não significa ausência de risco​

Esse avanço, porém, não elimina a necessidade de uma gestão criteriosa.​

Uma duplicata pode estar corretamente escriturada e ainda assim não ser paga. Inadimplência, disputas comerciais, concentração de carteira, deterioração financeira de cedentes e sacados e outros riscos continuam fazendo parte da operação.​

A transformação está principalmente na qualidade e na organização das informações disponíveis.​

E é justamente aí que a tecnologia passa a ocupar um papel ainda mais relevante.​

Quanto mais estruturada se torna a infraestrutura do mercado, maior é a necessidade de sistemas capazes de integrar informações, acompanhar carteiras e apoiar os controles necessários para uma operação eficiente.​

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O desafio passa da informação para a gestão​

A implementação da Duplicata Escritural também envolve uma cadeia ampla de participantes: empresas, instituições financeiras, escrituradoras, registradoras, gestores, administradores, custodiantes e plataformas.​

Por isso, integração de sistemas, conciliação de dados e adaptação operacional estão entre os pontos que merecem atenção durante essa transformação.​

Para os gestores de FIDCs, portanto, não basta ter mais informações disponíveis sobre os ativos.​

É preciso conseguir transformar informação em rastreabilidade, controle e governança da carteira.​

Em um mercado no qual os FIDCs ganham espaço como alternativa de funding e os recebíveis passam por uma transformação estrutural, a infraestrutura tecnológica que sustenta a gestão também precisa acompanhar essa evolução.​

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Como a Função pode apoiar essa transformação?​

A Função apoia a gestão de carteiras de FIDCs com integração às registradoras de duplicatas escriturais, conectando a operação à nova infraestrutura do mercado.​

Essa integração contribui para uma gestão mais estruturada das informações e para a rastreabilidade necessária ao acompanhamento das carteiras.​

O avanço dos FIDCs mostra que novas alternativas de captação estão ganhando relevância. A Duplicata Escritural, por sua vez, amplia as possibilidades de organização e verificação das informações relacionadas ao lastro.​

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Quando esses dois movimentos se encontram, tecnologia, integração e governança tornam-se partes cada vez mais importantes da gestão.​

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Quer entender como preparar sua operação para esse cenário? Fale com o time da Função.​

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Fonte: ​

www.pwc.com.br/pt/estudos/setores-atividade/financeiro/2026/pesquisa-fintechs-de-credito-digital-2026.html ​

​https://finsidersbrasil.com.br/credito-digital/temas-que-podem-impactar-o-credito-digital-em-2026 ​

​www.televendasecobranca.com.br/credito/duplicata-escritural-pode-impulsionar-crescimento-dos-fidcs-181826 ​

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