O Crédito do Trabalhador transformou o mercado de consignado privado em pouco mais de um ano.
Dados do Banco Central mostram que as novas concessões de consignado para trabalhadores do setor privado cresceram 276% em 12 meses. Entre abril de 2025 e março de 2026, foram liberados R$ 76,22 bilhões, ante R$ 20,27 bilhões nos 12 meses anteriores.
Somente em março de 2026, as concessões chegaram ao recorde de quase R$ 10,9 bilhões. O saldo da carteira, que estava em R$ 41,9 bilhões quando o programa foi lançado, alcançou R$ 101,6 bilhões um ano depois.
Os números revelam o tamanho da oportunidade. Mas também mostram por que crescer nesse mercado não depende apenas de ampliar a oferta de crédito.
Quanto maior a escala, maior a exigência sobre a operação.
O consignado privado ganhou uma nova escala
Lançado em março de 2025, o Crédito do Trabalhador ampliou o acesso ao consignado para trabalhadores com vínculo formal e mudou a dinâmica operacional da modalidade.
No modelo atual, o uso de plataformas digitais públicas, eSocial e Carteira de Trabalho Digital centraliza informações necessárias para a análise e operacionalização do crédito, enquanto instituições habilitadas também podem realizar ofertas por seus próprios canais. O impacto aparece no mercado.
Segundo o Banco Central, 85% do crescimento do consignado total entre março de 2025 e março de 2026 veio da modalidade destinada aos trabalhadores do setor privado.
O desafio para as instituições, portanto, deixa de ser apenas entrar nesse mercado. Passa a ser conseguir acompanhar seu ritmo.
Crescimento também traz novos riscos
A expansão da carteira veio acompanhada de outro indicador que merece atenção.
A inadimplência acima de 90 dias no consignado para trabalhadores CLT chegou a 6,6% em março de 2026. Em novembro de 2025, esse percentual havia atingido 4,9%.
Ao mesmo tempo, o ambiente de endividamento das famílias aumenta a necessidade de critérios consistentes na concessão. Dados do Banco Central citados pela Agência Brasil apontaram comprometimento de 49,7% da renda das famílias com dívidas em abril de 2026.
Ou seja: crescer exige capacidade para conceder, mas também para controlar.
Em uma operação que ganha escala rapidamente, análise, formalização, gestão dos contratos, acompanhamento e cobrança precisam funcionar de maneira integrada.
Novas regras aumentam a importância do controle operacional
A evolução regulatória também eleva a exigência sobre as instituições.
Em abril de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego estabeleceu novas regras para monitorar juros e encargos do crédito consignado.
Entre as mudanças, o Custo Efetivo Total (CET) passou a não poder ultrapassar em mais de 1 ponto percentual a taxa mensal contratada. Também foram restringidos os encargos permitidos nos contratos.
O monitoramento das taxas ocorre trimestralmente, utilizando dados dos contratos registrados nos sistemas da Dataprev. Instituições que praticam taxas consideradas excessivas podem estar sujeitas a sanções, inclusive suspensão da oferta da modalidade.
Em outras palavras, eficiência operacional e conformidade passam a caminhar ainda mais próximas.
O diferencial não está apenas em conceder mais rápido
Em um mercado que cresce nessa velocidade, tempo é importante.
Mas velocidade sem controle pode gerar retrabalho, falhas operacionais e exposição desnecessária a riscos.
Por isso, a capacidade tecnológica da instituição passa a ser parte da estratégia de crescimento.
Uma operação preparada para esse cenário precisa conseguir acompanhar diferentes momentos do ciclo do crédito, conectar processos e informações e dar suporte ao crescimento da carteira sem perder eficiência e controle.
Tecnologia para acompanhar todo o ciclo do consignado
É nesse cenário que contar com uma plataforma preparada para o consignado ganha relevância.
A solução da Função Sistemas apoia o ciclo da operação de crédito, permitindo que instituições estruturem seus processos em uma plataforma preparada para a complexidade e a escala desse mercado.
Em um segmento que avançou rapidamente e continua exigindo adaptação operacional e regulatória, tecnologia deixa de ser apenas infraestrutura.
Ela passa a determinar a capacidade de crescer com eficiência, controle e segurança.
O Crédito do Trabalhador ampliou o mercado. Agora, o desafio é ter uma operação capaz de acompanhar essa escala.
Quer preparar sua instituição para esse novo cenário do consignado privado? Fale com o time da Função Sistemas.