julho 22, 2026

Duplicata Escritural: o que muda para FIDCs e instituições financeiras​

Duplicata Escritural: impactos, cronograma e desafios para FIDCs e instituições financeiras​​

Nova fase da duplicata escritural acelera transformação do mercado de recebíveis​

O mercado financeiro brasileiro avança mais uma etapa na implementação da duplicata escritural.​

Após os ciclos de testes conduzidos pelas registradoras e acompanhados pelo Banco Central, o sistema entra agora em fase de operação assistida, aproximando o mercado da adoção obrigatória prevista para começar gradualmente a partir de 2027.​

A mudança impacta diretamente bancos, FIDCs, fintechs, securitizadoras e instituições que operam antecipação de recebíveis e crédito estruturado.​

Na prática, a duplicata escritural muda a forma como operações de recebíveis serão registradas e negociadas no mercado.​​

O que é a Duplicata Escritural​

A duplicata é um título de crédito amplamente utilizado por empresas para antecipação de recebíveis de vendas a prazo. Com a duplicata escritural, o processo passa a operar em ambiente digital, padronizado e interoperável. As informações da operação passam a ser registradas eletronicamente em escrituradoras autorizadas pelo Banco Central, aumentando a rastreabilidade e a segurança sobre os ativos negociados. O objetivo é reduzir inconsistências, ampliar a confiabilidade das operações, permitir avaliações mais precisas dos recebíveis e aumentar a eficiência operacional do mercado.​

​Mercado movimenta cerca de R$ 10 trilhões por ano​

Segundo estimativas do setor, o mercado de duplicatas movimenta atualmente cerca de R$ 10 trilhões por ano no Brasil.​

A expectativa é que o modelo escritural ajude a destravar ainda mais esse ecossistema, trazendo mais transparência, segurança e automação para operações de crédito e antecipação de recebíveis, além de criar condições para análises e precificações mais consistentes dos ativos negociados.​

A duplicata escritural representa uma das maiores transformações recentes do mercado de recebíveis, combinando mais transparência, rastreabilidade e integração entre os participantes do sistema financeiro.

Testes reforçaram a complexidade operacional​

Os testes conduzidos por registradoras como B3, Núclea e Cerc evidenciaram a complexidade operacional da implementação.​

A nova etapa do projeto prevê a operação assistida com instituições selecionadas antes da implementação obrigatória do modelo.​​

Implementação será gradual a partir de 2027​

De acordo com o cronograma do Banco Central, a implementação obrigatória da duplicata escritural acontecerá gradualmente a partir de 2027.​

Inicialmente, os bancos deverão registrar duplicatas escriturais envolvendo grandes empresas. Posteriormente, a exigência será ampliada para operações com companhias menores.​​

O que muda para FIDCs e instituições financeiras​

Para FIDCs e instituições financeiras, a duplicata escritural traz novos desafios operacionais e tecnológicos.​​

Entre os principais impactos esperados estão:​​

– Maior integração entre sistemas​

– Mais controle sobre os lastros​

– Processos mais automatizados​

– Necessidade de adaptação tecnológica​

– Maior rastreabilidade dos recebíveis​

– Ampliação dos critérios de análise e precificação dos ativos​

Interoperabilidade passa a ser requisito operacional​

O avanço da duplicata escritural reforça uma transformação importante no mercado financeiro: interoperabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser requisito operacional.​

Em um cenário mais conectado e automatizado, instituições financeiras precisarão contar com plataformas robustas e preparadas para acompanhar a evolução regulatória do setor, garantindo acesso a informações mais qualificadas para análise, gestão de risco e precificação das operações.​

Como a Função pode apoiar sua operação​

A Função acompanha de perto as transformações regulatórias e tecnológicas do mercado de crédito, desenvolvendo soluções preparadas para operações cada vez mais seguras, integradas e escaláveis.​

Com ampla experiência no mercado financeiro, a Função apoia instituições na adaptação a novos cenários regulatórios e operacionais.​

Fonte:​

www.cnpl.org.br/duplicata-escritural-avanca-para-2-ciclo-de-testes-apos-ruidos-entre-registradoras/​

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